2ª Cnater finaliza documento que norteará política de Ater no Brasil e clama por democracia

03/06/2016

2ª Conferência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (2ª Cnater) chega ao fim, após ampla mobilização que somou 40 mil participantes do rural brasileiro. As delegações homologaram as 30 propostas para o documento final do evento. Os delegados e delegadas também aprovaram a carta final, que reforça o posicionamento do pleno sobre a conjuntura não só do processo da Conferência, como do cenário político atual no país.

Durante a cerimônia, o ex-ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, do governo Dilma Rousseff, Gilberto Carvalho apresentou uma breve análise sobre a participação social no Brasil. “A sociedade brasileira hoje é outra. O fato de nós termos construído, ao longo dos anos, a capacidade da organização popular é a prova que esse projeto político vale a pena”, afirmou.

Para Gilberto, as crises políticas mundiais, muitas vezes resultam em um processo de evolução democrática. “A história aponta diversas crises políticas que foram fundamentais para o processo democrático no mundo. A nossa luta no Brasil deixa sinais claros de que a sociedade mudou. Somos mais fortes, difícil de aceitar rupturas com a democracia”, disse.

De acordo com Alessandra Lunas, presidenta do Conselho Nacional de Desenvolvimento Rural Sustentável (Condraf), o momento é de afirmar os direitos da população do meio rural. “A Conferência é prova concreta da força da participação social” disse.

Ao final da plenária, os delegados realizaram o gesto simbólico de levantar os crachás para homologarem as 30 propostas aprovadas. Das propostas, 7 foram para as mulheres, 4 para os povos de comunidades tradicionais e 4 para a juventude. O documento vai nortear a política de Ater no governo federal para os próximos anos.

DOCUMENTO FINAL - 30 PROPOSTAS 2ª CNATER

CARTA POLÍTICA 2ª CNATER

Texto: Condraf