Celeiro de tradição: Cortejo do Boi de Seu Teodoro encanta 2ª Cnater

02/06/2016

Com muita música, cores e dança o cortejo do Boi do Seu Teodoro abriu a 2ª Conferência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Cnater) no último dia 31. Até sexta (03/06), a Conferência vai discutir estratégias e ações prioritárias para promover a universalização da Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater). Dentre as atrações culturais, o Boi do Seu Teodoro foi um dos destaques.

O Boi do Seu Teodoro (MA/DF) existe há 53 anos.  O artesão Gilvan do Vale, 45, faz parte do grupo há 23 anos. Ele conta que o ciclo do bumba meu boi, todos os anos, começa após a Sexta-Feira da Paixão. “A partir do sábado de Aleluia a gente começa a fazer os ensaios dos bailados, é o primeiro ensaio do boi”, explica Gilvan ao falar que a partir desta data tem início uma feira de troca dos bordados do “couro” do boi e elaboradas as novas indumentárias do grupo.

No dia de São João, 24 de junho, à meia noite, tem o batizado do Boi. É um momento de religiosidade, fé e devoção ao santo padroeiro. Para Gilvan, manter viva a tradição do bumba meu boi é emocionante e gratificante.  “Ver tudo o que a gente batalhou e ensaiou se apresentando não tem preço, é quando se percebe que está todo mundo unido para manter a tradição do Boi viva. A gente luta com unhas e dentes para que esse folguedo não acabe”, conta, emocionado.

Celeiro de tradição

O Boi do Seu Teodoro leva o nome do seu fundador Teodoro Freire, falecido há quatro anos.  Seu Teodoro nasceu na cidade maranhense de São Vicente Ferrer, chegou a Brasília em 1962 e em 1963, abriu o Centro de Tradições Populares, que na época se chamava Sociedade Brasiliense de Folclore para disseminar a cultura do bumba meu boi.  O Boi do Seu Teodoro tem sede na cidade de Sobradinho (DF) e, atualmente, a tradição é mantida pelos  seus familiares.

2ª Cnater

O secretário executivo do Conselho Nacional de Desenvolvimento Rural Sustentável (Condraf), que coordena a conferência, Rodrigo Amaral, enfatizou que a agroecologia permeará todas as discussões da Conferência.  “A gente tem uma compreensão de que a Ater só cumpre seu papel de olhar para todos os aspectos da unidade familiar, se for numa perspectiva agroecológica”, ressaltou ao salientar que a conferência consolida propostas levantadas e discutidas com a sociedade civil e agricultores familiares durante as etapas regionais. 

Texto: Ascom