Em Roraima, conferência de Ater discute demandas específicas de indígenas

18/12/2015

A primeira Conferência Estadual de Assistência Técnica e Extensão Rural acontece em Boa Vista (RR), região Norte do país, desde quinta (17/12). Cerca de 200 participantes compõem a plenária, trazendo demandas específicas da região amazônica. As propostas serão debatidas na 2ª Conferência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (2ª Cnater), que acontece em 2016.

Rodrigo Amaral, secretário executivo do Conselho Nacional de Desenvolvimento Rural Sustentável (Condraf) é um dos convidados do evento. Para ele, a conferência tem sido marcada pela diversidade de culturas dos povos amazônicos. “Essa região tem suas questões particulares e a política de Ater precisa se adequar”, justifica.

Segundo ele, muitas vezes é necessário que haja um investimento maior para as ações desenvolvidas em alguns estados que possuem suas diferenças. “A política tem que se adequar desde o custo até a forma de prestar assistência. Como temos uma participação enorme de indígenas, o atendimento tem que ser especializado”, defende.

Intercâmbio de conhecimentos

O diretor do departamento de Ater do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), Marenilson Batista, explica que a assistência técnica para indígenas exige sensibilidade e troca de conhecimentos entre o agente e a comunidade. “É uma construção de conhecimento, um intercâmbio de culturas. O agente tem que entender a construção local e os costumes antes de inserir o conhecimento técnico”.

Entre os participantes da conferência, que elege 16 delegados para a etapa nacional, a principal demanda é a necessidade da construção de uma instituição pública estadual para fortalecimento das políticas públicas de Ater no Estado de Roraima. A próxima conferência estadual acontece no Ceará, dia 24 de fevereiro, em Fortaleza.

Texto: Condraf