Mulheres do governo empoderadas, mais políticas pela igualdade de gênero

20/11/2015

Na manhã desta sexta-feira (20/11), diversas mulheres que trabalham em órgãos vinculados ao Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) e Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) se reuniram na sede do MDA na plenária preparatória para a 4ª Conferência Nacional de Políticas para Mulheres, prevista para acontecer em março de 2016.

Mais de 3 mil mulheres devem se reunir em Brasília no próximo ano. O evento é uma organização da Secretaria de Políticas para Mulheres (SPM) e do Conselho Nacional dos Direitos da Mulher. No dia 9 de dezembro, haverá mais uma etapa da conferência voltada somente para mulheres vinculadas ao governo federal.  O objetivo é subsidiar as mulheres que trabalham diretamente executando políticas de promoção da igualdade de gênero.

A etapa nacional deve reunir mulheres da sociedade civil, representando todos os estados do país e o Distrito Federal, e mulheres que atuam em órgãos governamentais. “Vivemos tempos difíceis, onde mulheres negras reivindicam na Esplanada (dos Ministérios) e aparece homem fazendo barbaridades (atirando com arma de fogo em repúdio à Marcha de Mulheres Negras)”, critica Linda Goulart, secretária-executiva da SPM.

Para ela, a difusão dessas pautas dentro das instituições públicas é fundamental para a execução na base, com as mulheres de todas as classes sociais. “Vamos tentar incluir todas as mulheres de dentro governo para a próxima etapa, inclusive as terceirizadas, que servem cafezinho”, convoca. Ao todo, 11 delegadas representarão MDA e Incra na etapa nacional.

O Plano Nacional de Políticas para as Mulheres (PNPM), que norteia as políticas públicas do governo voltadas às mulheres foi formulado em 2011 a partir de demandas desde a primeira conferência, ocorrida em 2004. A ideia da próxima conferência nacional é elaborar um documento para execução das diretrizes previstas no Plano, agregando também novas demandas.

Mulher Rural

A luta das mulheres que vivem em zonas rurais também deve estar representada. De acordo com Maria Fernanda Ramos Coelho, secretária executiva do MDA, há pautas específicas que devem ser levadas em consideração. “O veneno dos agrotóxicos está chegando até no leite materno. Temos que discutir formas para a promoção de alimentos saudáveis”, explica.

Outro bom exemplo de espaço de participação social voltada às mulheres é 2ª Conferência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater) para Mulheres. Nos dias 10 e 11 de dezembro, 130 mulheres do campos e das florestas se encontram em Brasília. Esse é um dos segmentos temáticos que deve subsidiar os debates na etapa nacional da CNATER, prevista para acontecer entre maio e junho de 2016. O evento é uma realização do Conselho Nacional de Desenvolvimento Rural Sustentável (Condraf).

Texto: Condraf